terça-feira, 2 de agosto de 2016
Impedir assaltos a ônibus e garantir a segurança dos usuários deste serviço é o objetivo da ‘Operação Exodus’, realizada pela Polícia Militar e executada pelo Batalhão Tiradentes. Desde o mês de abril, quando iniciaram as atividades, até o mês de julho, a ação contabiliza mais de 13 mil procedimentos, entre abordagens a pessoas, prisão de suspeitos e apreensões de drogas e armas. A Exodus consiste na presença do policial nos coletivos para vistoria e monitoramento, além da permanência de efetivo nos pontos de maior demanda de ocorrências.

O resultado do primeiro trimestre da Operação Exodus somou 10.636 abordagens, sendo 8.014 a pessoas, 1.44 a ônibus, 721 a motos e 459 a carros, nas paradas e no entorno destes locais. Em apreensões, as drogas respondem pelo maior volume. Somaram 5.191 itens, sendo o cigarro (1.203 maços) e a maconha (952 papelotes) os primeiros da lista. A operação recolheu ainda 298 armas brancas e oito armas de fogos; 37 veículos; e 19 carteiras de habilitação. Somaram 26 pessoas detidas em flagrante; e 107 boletins e termos de ocorrência abertos. Com a operação, a polícia conseguiu surpreender os suspeitos e impedir 30 assaltos a ônibus.

[caption id="attachment_967" align="alignnone" width="673"]A Exodus consiste na presença do policial nos coletivos para vistoria e monitoramento, além da permanência de efetivo nos pontos de maior demanda de ocorrências. Foto: Karlos Geromy/Secap A Exodus consiste na presença do policial nos coletivos para vistoria e monitoramento, além da permanência de efetivo nos pontos de maior demanda de ocorrências. Foto: Karlos Geromy/Secap[/caption]

O plano de ação é organizado quinzenalmente a partir das informações do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), em reuniões mensais e trimestrais. “Nestes encontros recebemos as estatísticas do sindicato e o mapa das áreas com maior incidência de casos, que nos orientam na ação”, destaca o comandante do Batalhão Tiradentes, tenente-coronel Manuel de Oliveira Marques de Sousa Neto. Durante as reuniões é feita ainda avaliação do trabalho e recebidas críticas e sugestões da categoria. “É um trabalho parceiro que tem surtido efeito, pois a polícia se faz presente e inibe o crime”, reitera o comandante.

O presidente do STTREMA, Isaías Castelo Branco, destacou a relevância da ação para queda nos registros e a parceria do sindicato com a polícia. “A polícia está fazendo um trabalho que conseguimos ver. Essa presença nos coletivos e paradas de ônibus tem dificultado a ação de pessoas suspeitas. Nesta próxima reunião vamos pedir que a ação seja mais intensificada para que o crime não migre a outras áreas”, disse o sindicalista. Segundo Isaías, as áreas atualmente com mais casos são a Avenida Daniel de La Touche, no trecho que vai do Maranhão Novo à Cohama; e os bairros Quebra Pote e Vila Maranhão, na zona rural de São Luís.

A enfermeira Selma de Jesus Coimbra, 39 anos, usuária frequente do transporte coletivo, disse já ter presenciado o trabalho da Polícia Militar na ação e disse se sentir mais segura. “Passa segurança para a população, porque se a polícia está dentro do ônibus ou mesmo perto, o criminoso não vai tentar nada porque sabe que será preso. É um trabalho importante e espero que a polícia não pare”, disse.  O designer gráfico Yvan dos Santos, 25 anos, avaliou como positiva e espera que seja reforçada. “É bom a polícia se concentrar em todos os pontos de ônibus, porque os assaltantes não poupam mais ninguém. Mas, esse trabalho, com certeza, ajuda a diminuir os casos”, ressaltou.

Outra reunião está em planejamento com a participação dos trabalhadores. “É importante que a categoria também coloque suas demandas para que a ação tenha maior êxito”, pontua Isaías Castelo Branco. O presidente do STTREMA ressalta o que considera como maior barreira da operação a impunidade e a burocracia da justiça. “A gente percebe que há várias prisões nestas ações, mas, logo são liberados e vão voltar a praticar o delito, diminuindo o poder de solução do trabalho policial”, explica. A Operação Exodus é realizada diariamente e será permanente.

Mais segurança

A operação foi batizada de Êxodo, remetendo ao fato do ‘povo poder sair de forma segura de um lugar a outro’. O êxodo refere à passagem Bíblica em que Moisés conduz o povo, de forma segura, à ‘Terra Prometida’. O Batalhão Tiradentes foi criado pelo Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) para inibir o crime nos bairros de maneira mais direcionada. Em sua estrutura conta com 150 policiais, 16 viaturas e 42 motos.

NÚMEROS
298 Armas brancas e oito armas de fogos foram apreendidas em ações da Operação Êxodus;

26 Pessoas foram detidas em flagrante; e 107 boletins e termos de ocorrência abertos.

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