terça-feira, 20 de setembro de 2016

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PARALISAÇÃO NACIONAL - O SINTEMA deflagrou o estado de greve, mas analisa a possibilidade de uma greve geral.







SÃO LUÍS - Em assembleia geral realizada na tarde desta terça-feira (20), os trabalhadores em educação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) confirmaram a adesão da categoria ao movimento nacional de paralisação nas universidades federais, que foi aprovado entre os dias 7 e 9 de setembro. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º grau no Estado do Maranhão (SINTEMA) deflagrou o estado de greve com a realização de assembleias periódicas, que servirão para análise de uma greve geral.

Durante a assembleia, os sindicalistas debateram os itens aprovados pelo movimento nacional e foram informados por Ademar Sena, presidente do SINTEMA, que já foi solicitado o apoio da administração da UFMA à causa dos trabalhadores, assunto que deverá ser levado ao Conselho Universitário. De acordo com o diretor João Batista Jansen, será realizada nesta quinta-feira (22) a primeira reunião da Comissão de Segurança da UFMA, para debater as ações iniciais de combate à violência na universidade.

Mobilização

Na reunião, o SINTEMA também confirmou uma mobilização na manhã desta quinta-feira (22), às 7h30, no portão central de entrada da UFMA. O ato, aberto à comunidade universitária, reivindica a devolução de verbas para a educação superior pública, jornada nacional de trabalho por 30 horas semanais sem redução de salários e contra projetos que comprometem o orçamento das universidades federais.


[caption id="attachment_1843" align="alignnone" width="620"]Defesa de Lula citou 'histórico de perseguição e violação' (Foto: Nelson Antoine/FramePhoto/Estadão Conteúdo) Defesa de Lula citou 'histórico de perseguição e violação' (Foto: Nelson Antoine/FramePhoto/Estadão Conteúdo)[/caption]

Sérgio Moro aceita denúncia, e Lula torna-se réu na Operação Lava Jato. Ex-presidente praticou crimes em contratos com a Petrobras, diz denúncia. Mulher dele, Marisa Letícia, e outros seis também se tornaram réus...


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, aceitou nesta terça-feira (20) a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras sete pessoas.

Ele acolheu na íntegra a denúncia do MPF, feita na quarta (14), segundo a qual o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O juiz federal concedeu o prazo de dez dias para que os réus tomem conhecimento do processo e outros dez dias para que os advogados apresentem defesa prévia.

A denúncia abrange três contratos da OAS com a Petrobras e diz que R$ 3,7 milhões em propinas foram pagas a Lula.

Sem foro privilegiado, Lula terá de se submeter ao crivo da 13ª Vara Federal de Curitiba, de onde Moro toca, com mãos de ferro, os processos sobre o propinoduto na Petrobras – que já resultaram em 106 condenações e em mais de 38 bilhões de reais em pedidos de ressarcimento aos cofres públicos.

Lula passa a responder formalmente por mais duas acusações do rosário de suspeitas que pairam contra ele, desta vez pela imputação de ter recebido vantagens indevidas de pelo menos três contratos bilionários da construtora OAS, lavados por meio de uma reforma de luxo em um tríplex no Guarujá. Considerado o “comandante máximo” do petrolão pelo Ministério Público Federal, o ex-presidente derrete a aura da “viva alma mais honesta” que existe e cai na vala comum dos que devem prestar contas à Justiça. Lula já é réu na Justiça Federal do Distrito Federal sob a acusação de obstruir as investigações da Lava Jato. No despacho em que acolhe a denúncia, Sergio Moro destaca que “juízo de admissibilidade da denúncia não significa juízo conclusivo quanto à presença da responsabilidade criminal”. “Tais ressalvas são oportunas pois não olvida o julgador que, entre os acusados, encontra-se ex-Presidente da República, com o que a propositura da denúncia e o seu recebimento podem dar azo a celeumas de toda a espécie”, destacou o magistrado.

Além de Lula, também passam à condição de réus a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o amigo do petista e presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e outras cinco pessoas. Agora eles terão de apresentar provas, elencar testemunhas e tentar desmontar a tese de que o petista foi fundador de uma “propinocracia” no país e de que o tríplex foi pago com dinheiro da Petrobras. Assim que a denúncia foi apresentada, na quarta-feira passada, reagiu: “Provem uma corrupção minha que irei a pé para a prisão”.

Segundo as investigadores da Lava Jato, o ex-presidente recebeu, apenas no caso relacionado ao tríplex, benesses de 3,7 milhões de reais “oriundas do caixa geral de propinas da OAS com o PT”. Como ele é alvo de outras apurações no petrolão, incluindo os nebulosos pagamentos por palestras, por meio da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Participações, as vantagens indevidas devem ser confirmadas em escala exponencial. Dos cerca de 55 milhões de reais que o Instituto Lula e a L.I.L.S. receberam de empresas, mais de 30 milhões de reais foram repassados diretamente por empreiteiras enroladas com o escândalo na Petrobras. E mais: Lula, que não foi denunciado por organização criminosa pela força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, é alvo de uma investigação sobre o tema em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

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