terça-feira, 29 de agosto de 2017
Em evento nesta segunda (28) Mais Extensão fez balanço de ações nos municípios do Mais IDH. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Alunos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) estão ajudando o Governo do Estado a mudar a realidade dos municípios de menor IDH com o desenvolvimento de projetos de extensão. Nesta segunda-feira, a comunidade acadêmica deu início ao ‘Seminário Mais Extensão’, no Palácio Henrique de La Rocque, com a apresentação, ao governador Flávio Dino, do balanço dos trabalhos neste primeiro ano da iniciativa que congrega docentes e discentes no apoio às ações governamentais do Mais IDH.

O Mais Extensão é um programa da UEMA que fomenta ações extensionistas proporcionando a participação da comunidade acadêmica no desenvolvimento de projetos de extensão nos 20 municípios de menor IDH do Maranhão. O programa abrange três dimensões básicas do desenvolvimento humano: produção/renda, educação e saúde. São 43 projetos em execução, sendo 11 da área da saúde, 21 da educação e 11 de produção e renda.

Em seu discurso, o governador Flávio Dino elencou as razões que elevam o ‘Mais Extensão’ a um patamar importante tanto para os estudantes, quanto para a sociedade maranhense. Para ele, ao participar de uma iniciativa como essa, os universitários criam um diferencial acadêmico.

De acordo com o governador, essa ação é comprometida com a causa da igualdade de oportunidades, portanto, com a justiça social, engajada também com a noção de fraternidade. “E é isso que vocês todos estão sendo convidados a exercitar nesses projetos de extensão. É importante para vocês porque enriquece a carreira acadêmica, mas é importante para vocês, acima de tudo, porque é importante para os outros. É importante porque vocês estão servindo, e com isso se humanizando mais. O processo de aprendizado não pode ser o processo de desumanização”, disse aos alunos.

Ao se dispor a participar de um projeto como esse, os universitários fazem uma escolha arriscada e difícil de ruptura das zonas de conforto, mas que sacode as estruturas mentais que vão se tornando rígidas sem que a gente note, segundo Flávio Dino. “E quando a gente olha está vivendo um processo de coisificação sem se dar conta, se transformando em uma mera mercadoria da sociedade de consumo. Num mero joguete da sociedade de consumo, da indústria cultural, e sem refletir sobre a grandiosidade de ser gente, de ser pessoa, de amar as pessoas”, completou.

O “Mais Extensão” é realizado por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (PROEXAE), em parceria com Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP); Secretaria de Estado Extraordinária da Juventude – SEEJUV; VALE; Fundação de Apoio ao Ensino Pesquisa e Extensão – FAPEAD; Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão – FAPEMA; e Secretaria de Segurança. Ao todo, Mais de 40 profissionais e 183 alunos da UEMA estão envolvidos na iniciativa.

O reitor da UEMA, Gustavo Costa, destaca que esse projeto está sendo importante porque proporciona aos alunos conhecer de perto a realidade do Maranhão, dos municípios de menor IDH, que precisam da ajuda de todos. “Tem sido para eles uma experiência extraordinária, e para nossa universidade de igual modo poder se fazer presente junto as pessoas que mais precisam, levando conhecimento, acolhida, o sentimento de fraternidade da nossa instituição. Não apenas de contribuir com a formação dos estudantes, mas também torná-los agentes do processo de transformação”, afirmou.

Teoria na prática

A professora de pedagogia da UEMA, Lucimare Barbosa, desenvolve um projeto voltado para a capacitação de docentes da educação infantil e ensino fundamental na cidade de Afonso Cunha, e diz que é gratificante beneficiar cerca de 80 pessoas na região.

“Afonso Cunha é um dos municípios mais pobres que nós temos acesso, e o que nós percebemos são pessoas extremamente carentes de conhecimento, dessa possibilidade de aprender, com o projeto eles podem aplicar o  que aprendem com seus alunos. Os professores são muito atenciosos e  aproveitam a oportunidade”, relatou.

Quem também faz parte do mesmo projeto é a estudante universitária  de Timon,  Venessa Ferreira,que  diz que através do projeto que ela desenvolve na comunidade consegue promover  a superação da extrema pobreza, levando conhecimento e suprindo a  necessidade da comunidade que tanto precisa de programas voltados à educação.

“É extremamente gratificante porque até então só estávamos vendo teoria, quando você vai para o campo é totalmente diferente, é outra realidade que você está ali vivendo e acabamos levando projetos mais dinâmicos para os alunos”, explicou.

O Seminário Mais Extensão segue até a próxima quarta-feira (30) fazendo balanço das ações e debatendo melhorias para os projetos com todos os professores, universitários e voluntários que estão inseridos na iniciativa.

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