quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Também foram denunciados Joesley, Ricardo Saud, Cunha, Geddel, Henrique Alves, Rocha Loures, Padilha e Moreira Franco.
Políticos do PMDB arrecadaram R$ 587 milhões em propina, diz PGR.
Despedida- Em última sessão, Janot diz que STF foi firme e não se acovardou

Procurador-geral deixará o cargo no domingo (17).
Janot denuncia Temer, Joesley e mais 7 ao STF; presidente é acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça

Os 7 são Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud. PGR já havia denunciado presidente por corrupção passiva, mas Câmara rejeitou.
Após a apresentação da denúncia, o STF deveria enviar a acusação à Câmara dos Deputados, já que um presidente da República só pode ser investigado com o aval da Casa.

Mas, como o STF ainda não concluiu o julgamento do pedido da defesa de Temer para que a tramitação da denúncia fique suspensa até o fim da investigação sobre o acordo de delação da JBS, existe a possibilidade de que os ministros decidam aguardar a conclusão do julgamento para enviar a denúncia à Câmara. O julgamento será retomado na próxima quarta-feira (20).

Segundo a denúncia, os sete integrantes do PMDB praticaram atos ilícitos em troca de propina dentro de diversos órgãos públicos, entre eles Petrobras, Furnas, Caixa Econômica e Câmara dos Deputados. Temer é apontado na denúncia como líder da organização criminosa desde maio de 2016

De acordo com o procurador-geral da República, além de praticar crimes no Brasil, o que chama de organização criminosa atuou de forma transnacional. Para ele, o fato pode ser demonstrado por meio da lavagem de dinheiro, como transferências bancárias internacionais com falsificações múltiplas para distanciar a origem dos montantes e a compra de instituição financeira no exterior.

Para a Procuradoria, Temer também cometeu o crime de obstrução de Justiça ao dar aval para que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, comprasse o silêncio de Lucio Funaro. Além do presidente, também foram denunciados por este crime o próprio Joesley e o executivo Ricardo Saud, do mesmo grupo.

“Com relação à organização criminosa, os fatos praticados pelos ora denunciados remontam à atual gestão do presidente da República Michel Temer. Nesse sentido, há fatos envolvendo diretamente o Presidente na cobrança de propina a executivos da J&F, que ensejaram o oferecimento da denúncia encartada nos autos 4517/STF”, aponta Janot na denúncia.

Em sua delação premiada, Funaro afirmou ter recebido dinheiro de Joesley para que não fechasse um acordo de delação. Para a Procuradoria, o silêncio de Funaro beneficiaria o grupo do PMDB próximo a Temer. O presidente nega que tenha dado aval ao executivo da JBS.

a Presidência conta com uma nota pronta a ser distribuída para a imprensa e avalia a possibilidade de Michel Temer fazer um pronunciamento no Palácio do Planalto. No entanto, os auxiliares do presidente ainda vão analisar o conteúdo da denúncia para decidir sobre a fala.

O acordo de colaboração da JBS, base para as duas denúncias apresentadas contra o presidente, ficou sob suspeita após novos áudios apresentados pelos delatores indicarem que o ex-procurador da República Marcello Miller pode ter auxiliado os delatores quando ainda estava ligado à Procuradoria. Miller nega a suspeita.

PRIMEIRA DENÚNCIA

Esta é a segunda denúncia apresentada contra o presidente a partir das delações da JBS. A anterior, por suspeitas do crime de corrupção, foi barrada pela Câmara dos Deputados, que não deu autorização para que o STF analisasse o caso.

A primeira denúncia tratava das suspeitas de que o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) teria negociado e recebido propina em nome e benefício de Temer.

A investigação também envolveu o presidente a partir do diálogo gravado por Joesley no Palácio do Jaburu. Na conversa, Temer aparentemente indica Rocha Loures como seu homem de confiança com quem Joesley poderia tratar de interesses da JBS no governo.

Posteriormente, Loures foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil de um executivo da JBS, com quem, segundo as investigações da Procuradoria, teria negociado propina que poderia chegar ao valor de R$ 38 milhões.


Para a Procuradoria, Rocha Loures atuou como um intermediário de Temer, tanto na negociação quanto no recebimento da propina.

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