sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
“Clayton Noleto não respondeu questionamentos”, diz deputado Edilázio Júnior (PV)
O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) criticou a atuação do secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), na sabatina a que foi submetido ontem, na Assembleia Legislativa.
Para o parlamentar, Noleto não foi capaz de esclarecer a nenhuma das denúncias apontadas na sessão especial, se esquivou de perguntas, e foi blindado por deputados  governistas, que utilizaram a estratégia de suposto desvio do tema central da sabatina, para que o comunista  não fosse obrigado a defender-se das acusações.
“Quero primeiro destacar a sabatina realizada ontem aqui nesta Casa e falar da minha surpresa, senhor presidente, de como o secretário é fraco, como a apresentação e a explanação dele foi pífia”, disse.
Edilázio lembrou que Clayton Noleto não explicou por qual motivo a Sinfra realizou a obra de construção de uma praça pública na Lagoa da Jansen sem realizar licitação; enfatizou que o secretário também não explicou o fato de o chefe do setor jurídico da pasta estar com o seu registro da OAB cancelado e mesmo assim ter assinado uma série de parecer jurídico e não deu esclarecimentos sobre o Mais Asfalto realizado no período eleitoral em 2016.
“E isso ficou claro também com os deputados governistas, porque nenhum conseguiu responder os questionamentos que fiz ao secretário, o secretário não conseguiu, os governistas não conseguiram. E o que falaram? ‘Ah, é porque estão com saudade do poder. Ah, é “mimimi”. Ah, porque não sabem perder’. Eu quero saber é da licitação da Praça da Lagoa. Eu o desafiei aqui a irmos a qualquer município do estado do Maranhão e ali junto com o CREA, junto com a Comissão de Obras desta Casa, medir lá a espessura do asfalto, para atestar se é o que foi licitado, se é o que foi pago. E aí o que os governistas vieram falar aqui que não devíamos fugir do tema”, completou.
Após o seu pronunciamento, Edilázio foi elogiado pelos deputados Adriano Sarney (PV), Sousa Neto (PROS) e Eduardo Braide (PMN).
Foto: Agência Assembleia
Em reunião realizada com prefeitos e deputados maranhenses, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu a revisão do teto da saúde no Maranhão, atendendo à reivindicação da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, cujo presidente, prefeito Cleomar Tema (Tuntum), destacou ser a hora de uma força tarefa para que estabeleça pelo menos a média nacional quanto aos valores repassados às cidades.
O encontro com o ministro foi parte de um movimento deflagrado pela FAMEM, que levou 90 prefeitos à Capital Federal e, no dia anterior, recebeu a adesão do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. O parlamentar disse que iria se empenhar pessoalmente para que o Governo Federal venha a equacionar o problema mostrado pelos gestores municipais do Maranhão.
No Ministério da Saúde, Tema destacou que o Maranhão está sendo penalizado ao figurar na 25ª posição no ranking nacional em relação aos valores da per capita. O diretor administrativo da FAMEM, Gildásio Ângelo da Silva, mostrou dados estatísticos mostrando a falta de critérios da União quanto à divisão dos recursos entre os estados.
Os deputados federais Juscelino Filho (coordenador da bancada), Pedro Fernandes e Cleber Verde, que acompanharam os prefeitos, fizeram gestões junto ao ministro e garantiram que estão empenhados em pavimentar caminho para um encontro da Federação com o presidente Michel Temer.
“Vamos atuar em diversas frentes. Na parte técnica, a FAMEM começará, a partir de agora, a elaborar estudos quanto às demandas médicas hospitalares e também para a formatação de uma nova PPI, já que estamos atrasados nesse quesito”, destacou o líder municipalista.
No encontro com o ministro da Saúde, o grupo municipalista recebeu também o reforço da suplente de deputada federal Rosângela Curado; da secretária de Saúde de São Luis, Helena Duailibe; e dos deputados estaduais Rogério Cafeteira (líder do Governo na Assembleia), Rafael Leitoa, Levir Pontes, Antônio Pereira e Stênio Resende.
Presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Vinícius Araújo também se manifestou, ressaltando a necessidade de se estabelecer uma plataforma de trabalho urgente com vistas a reverter o quadro em que se encontra o Maranhão com relação ao teto da saúde.
Diversos prefeitos aproveitaram a ocasião para mostrar problemas de seus respectivos municípios. Ao final da reunião, o Cleomar Tema se mostrou esperançoso quanto ao futuro, destacando ainda que os deputados federais foram importantes, por conta do auxílio que deram aos prefeitos na jornada. Ele também agradeceu o apoio dos deputados estaduais que acompanharam os prefeitos.
Tema disse ser inconcebível que o Piauí, com praticamente a metade da população do nosso estado, seja contemplado com uma per capita de R$ 225,00, enquanto que o Maranhão recebe apenas R$ 158,00.
“Isso vem mostrar claramente que tal distribuição não obedece a critérios técnicos, mas políticos, levando-se em conta que, antes do atual ministro da Saúde, a pasta foi ocupada, pelo período de três anos, por um deputado federal do Piauí”, finalizou Tema, que deixou Brasília com o sentimento de dever cumprido.
Sarney Filho na Mirante AM. Foto G1: Márcia Carlile
Em entrevista à Rádio Mirante AM, ao programa Acorda Maranhão, apresentado pelo jornalista Marcial Lima, na manhã desta sexta-feira (17), o ministro do Meio-Ambiente, Sarney Filho (PV), confirmou que pretende mesmo disputar uma vaga para o Senado Federal.
“Estou disposto a disputar o Senado Federal. É a primeira vez que afirmo isso numa emissora de rádio, então sou candidato ao Senado e já conto com apoio até mesmo de prefeito e lideranças políticas de partidos ligados ao Governo do Maranhão, como PCdoB e PDT”, assegurou.
Apesar de confirmar que será candidato ao Senado, Sarney Filho assegurou que não deixará de continuar seu trabalho no ministério do Meio Ambiente.
Sarney Filho também falou sobre o futuro político da sua irmã, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Para o ministro será muito difícil Roseana não atender o apelo popular e voltar a disputar o Governo do Maranhão.
“Essa é uma decisão dela, mas o sentimento da população é de saudades do Governo Roseana. Nos últimos dois anos de Roseana o Governo do Maranhão cresceu e agora nos dois primeiros anos do Flávio Dino cresceu negativamente. Se essa movimentação espontânea do povo maranhense continuar, dificilmente Roseana deixará de ser candidata, mas essa é uma decisão muito pessoal”, destacou.
Sarney Filho também revelou que a ex-governadora já deixou claro que não quer sair do Maranhão, ou seja, praticamente descartando uma candidatura ao Senado ou mesmo a Câmara Federal.
“Acredito que a Roseana estará sim me apoiando para o Senado Federal, até mesmo porque ela já me disse várias vezes que não quer sair do Maranhão”, disse.
Para finalizar, Sarney Filho, mesmo evitando fazer críticas mais fortes, não deixou de avaliar o Governo Flávio Dino.
“Eu não gosto muito de criticar governos, mas se formos fazer uma comparação do Governo Flávio Dino com o Governo Roseana, o atual governo deixa muito a desejar, principalmente pelas inúmeras promessas que fez”, finalizou Sarney Filho.

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