quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Plenário da Câmara durante votação da denúncia contra Temer (Foto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados)
Câmara rejeita denúncia e livra Temer de responder a processo no Supremo...
Deputados aprovaram por 264 votos a 227 relatório que recomendou ao plenário a rejeição da denúncia de corrupção passiva da Procuradoria Geral da República contra o presidente.

A Câmara Federal aprovou na noite desta quarta-feira (2) o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava a rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

No total, votaram 492 dos 513 deputados – 264 a favor do relatório, 227 contra e duas abstenções. Houve 19 ausências – com base no regimento da Câmara, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) não votou.

Com a decisão, os deputados livraram Temer de responder no Supremo Tribunal Federal (STF) a processo que, se instalado, provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias. Agora, Temer responderá no STF somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018. O procurador-geral Rodrigo Janot, porém, deverá apresentar outra denúncia contra Temer, por organização criminosa e obstrução de justiça.

A acusação de Janot se baseia nas investigações abertas a partir das delações de executivos da empresa JBS no âmbito da Operação Lava Jato. Em março deste ano, o ex-assessor do presidente e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi filmado, saindo de um restaurante em São Paulo, com uma mala contendo R$ 500 mil. Segundo a PGR, o dinheiro era parte de propina e destinava-se a Temer. A defesa do presidente nega.

A sessão da Câmara desta quarta começou às 9h. Após pronunciamentos do relator, do advogado de Temer e da etapa de discussão, com discursos dos deputados, a votação se iniciou às 18h19, por chamada nominal e de forma alternada entre estados do Norte e do Sul.

Às 20h16, atingiu-se a soma de votos que garantiu matematicamente a Temer que a denúncia não mais seria encaminhada ao STF. Nesse horário, 159 deputados tinham registrado voto favorável ao relatório da CCJ, que recomendava a rejeição da denúncia da PGR; outros 127 tinham votado contra o relatório (a favor, portanto, do prosseguimento da denúncia); um se absteve; e 12 estavam ausentes.

Às 20h41, tinham votado 342 deputados (dois terços do total de 513), quantidade necessária para que a sessão tivesse validade. A votação terminou às 21h51, quase 13 horas depois de iniciada.

A sessão

Logo no início, houve protestos de deputados da oposição, que levaram faixa e cartazes com mensagens de “Fora, Temer” e reivindicaram, aos gritos, “Diretas já”.

Em seguida, discursaram o relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), e o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Os dois defenderam o arquivamento da denúncia. O relatório de Abi-Ackel, que prevaleceu na CCJ, era pró-Temer.

Deputados contra e a favor do prosseguimento da denúncia se revezaram em discursos na tribuna.

A estratégia da oposição era alongar ao máximo a sessão, mas a base do governo conseguiu o quórum necessário para votação logo depois de meio-dia, quando foi aprovado o encerramento das discussões.

No período da tarde, houve tumulto na sessão. Deputados da base e da oposição trocaram empurrões após provocação de Wladimir Costa (SD-PA), aliado de Temer. Pouco antes, ele já havia criado uma confusão no plenário, ao fazer um pronunciamento com ofensas dirigidas à oposição.
A cidade de Raposa viveu mais um dia histórico com a inauguração da nova sede da Câmara do município, nesta terça-feira, 1º de agosto. Estiveram presentes a prefeita Talita Laci; o presidente da câmara, vereador Beka Rodrigues; o secretário de Comunicação e Articulação política do estado, Márcio Jerry; o deputado estadual Stênio Rezende; o vice-prefeito Alan da Madeireira; os vereadores e demais lideranças políticas do município e dos municípios da grande Ilha. A população também esteve presente e acompanhou de perto a nova conquista do município.
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A Banda da Polícia Militar do Estado do Maranhão se apresentou no local, abrilhantando o dia de festa. O Corpo de Bombeiros Civil do município deu apoio, juntamente, com a polícia Militar, durante todo o evento.
A Sessão Solene de inauguração aconteceu no plenário da nova sede, nomeado em homenagem ao saudoso ex-vereador do município  João Batista Braga da Silva (João Pinute). A população acompanhou pela primeira vez a sessão da galeria Raimundo Assub, que também foi nomeada em homenagem ao ex-vereador de São Luís e grande personalidade política do município de Raposa.
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Emocionado, o presidente Beka Rodrigues destacou a irmandade que tem tido junto aos colegas vereadores, tanto de situação como de oposição. Beka agradeceu, também, a forma respeitosa como a prefeita Talita Laci vem tratando o Legislativo e pontuou que as novas instalações, acima de tudo, tem o objetivo de dar mais qualidade aos trabalhos dos vereadores e ao atendimento ao povo da Raposa. “É a casa do povo e, aqui, o povo será muito bem recebido, com todo o conforto que o povo merece”, disse.
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O prédio possui uma estrutura moderna de três pavimentos, com gabinetes individuais para todos os vereadores, banheiros, dispensa, sala de arquivos, diretoria, recepção, plenário e galeria para a população acompanhar as sessões e posteriormente será  adaptado uma área para à imprensa. O deputado estadual Stênio Rezende destacou que com a nova sede os vereadores poderão desempenhar melhor os seus trabalhos.
A nova sede representa um marco pra cidade de Raposa que há mais de uma década teve sua Câmara funcionando em um prédio antigo e sem estrutura adequada.
Ao som do cantor local Jeisiel Bivis e desfrutando de um coquetel especial, todos os presentes celebraram a nova conquista.

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