quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Governador de MS, Reinaldo Azambuja, é alvo de operação da PF
Reinaldo Azambuja (PSDB) foi alvo de busca e apreensão. A PF esteve na casa do governador e na sede do governo. A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por Ana Paula Andreolla e Camila Bomfim, TV Globo, Brasília
Governador do Mato Grosso do Sul é alvo de busca e apreensão em investigação da PF
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (12). A assessoria de imprensa do governo informou que irá se manifestar sobre a operação no decorrer do dia. O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) também está entre os alvos da ação da PF.

A operação investiga o suposto pagamento de propina a representantes da cúpula do governo de Mato Grosso do Sul em troca de créditos tributários a empresas.

A PF esteve na casa do governador e na sede do governo. A PF deixou o apartamento de Azambuja carregando malotes. A operação foi autorizada pelo ministro Félix Fischer do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Azambuja é candidato à reeleição e em pesquisa Ibope divulgada no dia 24 de agosto aparecia com 39% das intenções de voto.

Segundo a PF, 220 policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, na capital do estado e nos municípios de Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna, além de mandado em Trairão, no Pará.

Entre os alvos da operação, estão pecuaristas locais e um conselheiro do Tribunal de Contas do estado. A PF não detalhou os nomes dos alvos da operação.

Benefícios fiscais
De acordo com a PF, as investigações começaram no início deste ano, a partir de depoimentos de delação premiada de executivos de um frigorífico. Os depoimentos detalharam suposto esquema de empresas com o governo do estado para a obtenção de benefícios fiscais.

Segundo as investigações, somente nos dois primeiros anos da gestão atual no estado, uma empresa frigorífica teria deixado de recolher aos cofres públicos mais de R$ 200 milhões em razão dos acordos de benefícios fiscais concedidos.

As investigações da PF apontam que, do total de créditos tributários concedidos à empresa dos colaboradores, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização criminosa investigada.

Notas frias
Cópias das notas fiscais falsas utilizadas para dissimulação desses pagamentos foram anexadas nas investigações, assim como comprovantes de transferências bancárias.

O nome da operação – Vostok – é uma alusão à estação de pesquisa russa localizada na Antártida, onde já foi registrada uma das menores temperaturas do planeta. O nome faz referência às notas fiscais frias utilizadas para a dissimulação dos pagamentos.

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