sábado, 8 de dezembro de 2018
Após ter negado a participação no assalto e ser considerado refém dos bandidos, Obadias Pereira da Silva disse à polícia que teria recebido R$ 47 mil reais para dar suporte aos assaltantes durante a fuga.
Obadias Pereira da Silva, de 45 anos, foi preso por suspeita de participar do assalto ao Banco do Brasil de Bacabal.

A Polícia Civil apresentou nesta sexta-feira (7) na sede da Superintendência de Investigações Criminais (SEIC), o caminhoneiro Obadias Pereira da Silva, de 45 anos, preso por suspeita de participar da quadrilha que assaltou um centro de distribuição do Banco do Brasil de Bacabal. Segundo a polícia, o suspeito teria sido responsável por dar fuga a quadrilha que assaltou o banco.

De acordo com o superintendente da SEIC, Carlos Alessandro, o suspeito que antes era considerado desaparecido e seria refém dos assaltantes, apresentou um depoimento desconexo com o que ele havia falado anteriormente após ter sido localizado. A partir disso, a linha de investigação da polícia começou a considerá-lo suspeito.
Reportagem do blog, ao vivo, na SEIC

“Inicialmente nós considerávamos que o Obadias seria apenas um refém desse grupo de assaltantes que cometeu esse crime na cidade de Bacabal no dia 25 de novembro. Entretanto, após os trabalhos investigativos e tudo que foi produzido a partir de elementos informativos, constatamos que ele poderia ter tido uma participação efetiva nessa ação criminosa, após o assalto. Sendo que logo após sua prisão em Nova Olinda, pela PM, ele apresentou uma versão desconexa e inconsistente durante esse período que ele ficou em poder do grupo”, explicou o superintendente.

Ainda segundo o superintendente, o caminhoneiro, em seguida, confessou que teria recebido cerca de R$ 47 mil reais por transportar e dar suporte a quadrilha que estaria em fuga no interior do Maranhão. O delegado disse que ao ser encontrado, o suspeito havia negado a participação no crime e que ainda apontou o local onde a quantia estava enterrada.

“Ele [Obadias] foi condizido a SEIC, onde seu termo de qualificação interrogatória, inclusive, já está admitindo que recebeu uma vantagem indevida no valor de R$ 47 mil reais, a fim de dar suporte a essa quadrilha durante o tempo que eles estavam empreendendo fuga no interior do estado. Sendo que o seu papel nessa fuga era de transportar esses assaltantes. Após sua prisão, durante entrevista no local onde ocorreu sua localização ele teria negado qualquer participação, só que em seguida ele apontou o local em um assentamento em Nova Olinda onde estaria esse valor enterrado, assim como um carregador com várias munições”, disse.

O suspeito foi transferido para São Luís após ter sido preso em Araguanã, na região do Alto Turiaçu. A transferência foi feita em um carro descaracterizado que foi escoltado por duas viaturas da Polícia Militar. Antes de chegarem a São Luís, a equipe fez uma parada na base da 2ª Companhia de Polícia Militar no município de Santa Inês.

Ao ser interrogado por policiais, Obadias disse que estava escondido na zona rural do município de Nova Olinda, na companhia de quatro homens. Após o depoimento, a polícia pediu reforços e começou a busca pelos suspeitos que não foram localizados. Durante a procura, uma sacola que estava com R$ 47 mil reais, foi encontrada.

Até o momento, 10 membros da quadrilha que assaltou o BB de Bacabal foram presos e metade do dinheiro roubado foi recuperado. Seis integrantes da quadrilha foram mortos em confronto com a polícia. Ao todo, a polícia estima que R$ 100 milhões foram levados do centro de distribuição do banco.

O caminhoneiro, após a coletiva, foi levado para a carceram da Seic, mas será transferido para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Família acredita na inocência de Obadias

Em contato com o blog, após a apresentação na Seic, uma sobrinha do caminhonheiro disse que a família acredita na inocência de Obadias. Sem alternativa, diante de bandidos fortemente armados, ele pode ter sido forçado a ajudar a quadrilha na fuga e, posteriormente, aceitar o dinheiro que foi encontrado no local do esconderijo. “Quem, com armas na cabeça, não segue ordens de bandidos? Ele pode ter sido forçado a fazer isso, após ser feito refém. A inocência dele ficará provada”, disse uma sobrinha do caminhoneiro.

O assalto

Na noite do dia 25 de novembro, dezenas de criminosos assaltaram uma unidade de distribuição do Banco do Brasil no município de Bacabal, a 240 km de São Luís. Os assaltantes também incendiaram viaturas e atacaram o quartel do 15º Batalhão da Polícia Militar e a Delegacia Regional de Polícia Civil.

Na ação criminosa, um morador e três integrantes da quadrilha morreram. A polícia ainda prendeu o policial militar do Piauí, André dos Anjos de Sousa, e um bombeiro militar de Bacabal, Luís Gustavo Lima Mendes. Eles teriam recolhido parte do dinheiro deixado pela quadrilha durante a fuga. Após a prisão, eles prestaram esclarecimentos e vão responder em liberdade.

Na noite de segunda-feira (3), outros 10 homens suspeitos de envolvimento com a quadrilha foram presos. Além destes, três morreram durante a operação da polícia no município de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís.

Para a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, a ordem para o assalto veio de fora do país e foi dada por José Francisco Lumes, que está sendo procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

No programa “Resumo do Dia” de quinta-feira, fazemos um balanço das ações policiais para tentar localizar o restante da quadrilha que assaltou a Central de Distribuição do Banco do Brasil de Bacabal.

Comentamos sobre a prisão do caminhoneiro Obadias Ferreira da Silva, que foi feito refém e estava desaparecido, sendo encontrado em Araguanã. No local do esconderijo de parte da quadrilha, na zona rural de Nova Olinda, os policiais encontraram um mochila enterrada com mais de R$ 47 mil.

Com informações do G1 Maranhão

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