sexta-feira, 19 de julho de 2019
Fala de Bolsonaro sobre governadores do Nordeste causa polêmica, e gestores cobram explicação.
Num diálogo captado pelos microfones do Palácio do Planalto, o presidente ataca os dois governadores e determina que não sejam enviadas verbas federais.

Os nove govenadores do Nordeste divulgaram nesta sexta-feira (19) uma carta reagindo ao ataque do presidente Jair Bolsonaro contra Flávio Dino (Maranhão) e João Azevêdo (Paraíba). Eles cobram esclarecimentos.

Num diálogo captado pelos microfones do Palácio do Planalto, o presidente ataca os dois governadores e determina que não sejam enviadas verbas federais.

A Carta dos Governadores do Nordeste, divulgada após o áudio, diz: “Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional”.

“Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia”, acrescenta a carta.

Veja a íntegra:

Carta dos Governadores do Nordeste

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

Declarações

A declaração do presidente Jair Bolsonaro atacando os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevedo (PSB), desencadeou uma série de reações de políticos de vários partidos.

No áudio vazado acidentalmente antes do início de uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Bolsonaro diz que vai cortar verbas federais para o Maranhão ou a Paraíba.

Para o senador Weverton (PDT-MA), “essa atitude é um desrespeito ao povo brasileiro. Flávio Dino e João Azevêdo são governadores eleitos e representam seus estados. O presidente deveria manter uma relação institucional e republicana com os governadores, independentemente de sua ideologia. Se não o faz, erra feio”.

A senadora Eliziane Gama (PPS-MA) diz que “a Presidência da República é função impessoal e o presidente eleito é de todos os brasileiros, dos que votaram nele e dos que não votaram. A eleição acabou, é inaceitável, um acinte, que o presidente fale em perseguir estados por não ter simpatia pelos seus governantes”.

“Nenhum presidente pode prejudicar o povo de um estado por conta de diferenças políticas. É um crime contra o povo do Maranhão”, afirma a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Para o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), “Bolsonaro foi flagrado sem máscaras”. Henrique Fontana (PT-RS), deputado federal, afirma que “além de preconceituosa e cheia de ódio, essa declaração do Bolsonaro indica uma perseguição ao governador Flávio Dino. Essa conduta discriminatória é ilegal! É assim que ele está governando o Brasil, perseguindo quem pensa diferente e distribuindo privilégios para amigos e parentes.”

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