quarta-feira, 25 de setembro de 2019
Batizada de Satélite, ação é um desdobramento da Operação Topique, contra desvios de recursos do transporte escolar.
Polícia Federal faz buscas e apreensões dentro do Palácio de Karnak
Agentes da PF amanheceram o dia cumprindo mandados judiciais na sede do Governo do Piauí e também na sede da Secretaria Estadual de Infraestrutura.

O dia começou com movimentação intensa das forças de segurança na sede do Governo do Estado do Piauí. É que a Polícia Federal amanheceu esta quarta-feira (25) cumprindo mandados de busca e apreensão no Palácio de Karnak, Centro de Teresina. Ainda não se tem informações sobre o teor da ação nem que investigações estariam sendo feitas dentro da sede do Executivo Piauiense.

Os policiais chegaram ao Karnak por volta das seis horas da manhã em três viaturas, sendo uma descaracterizada, e acompanhados de uma equipa da Controladoria Geral da União (CGU). Desde então, eles estão concentrados dentro do palácio. A ação da PF está sendo acompanhada pelo chefe de gabinete do Governo, coronel Castelo e além do Karnak, há policiais cumprindo mandados também na sede da Secretaria Estadual de Infraestrutura, no Centro Administrativo.
PF cumpriu mandados na sede do Governo do Piauí - Foto: O Dia

A movimentação no Centro Administrativo começou por volta das sete horas da manhã. Os agentes se concentraram na sede do gabinete da secretária de Infraestrutura, Janaína Marques. Os servidores do órgão tiveram que ficar aguardando do lado de fora até que os policiais concluíssem seus trabalhos para poderem iniciar o expediente de hoje.

A ação de hoje teria relação com a Operação Topique, deflagrada pela Polícia Federal em agosto do ano passado para investigar fraudes em licitações promovidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para o transporte escolar. Na ocasião, a PF apontou irregularidades em processos licitatórios abertos pelo Governo do Estado em pelo menos 40 municípios. 

O esquema consistia basicamente em favorecer algumas empresas que venciam as licitações. Elas, então, contratam outras empresas terceirizadas para prestar o serviço de transporte escolar, só que estes terceirizados não tinham nenhuma capacidade operacional para prestarem o serviço.As fraudes teriam resultado num desvio de cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos com o superfaturamento e lavagem de dinheiro.

A reportagem do Portal O Dia entrou em contato com o secretário de Comunicação do Governo do Estado, Alisson Bacelar. Ele informou que o Executivo irá se pronunciar por meio de nota oficial e que está aguardando a conclusão dos trabalhos da PF para poder se manifestar a respeito.

Por: Maria Clara Estrêla

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