domingo, 10 de novembro de 2019
Parlamento da Bolívia recebe carta de renúncia de Evo Morales: 'Resistir para amanhã lutar pela pátria'.

México concede asilo, e Evo Morales deixa a Bolívia.

Bolívia tem incêndios e saques após renúncia de Evo Morales; comandante da polícia também deixa o cargo.

Folha – O presidente boliviano, Evo Morales, renunciou à Presidência da Bolívia às 18h (horário de Brasília) deste domingo (10), da cidade de Cochabamba, após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país.

“Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. Enviei minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional”, afirmou em pronunciamento na televisão. Evo, que ficou 13 anos no poder, diz ter sido vítima de “um golpe cívico, político, policial”.

“Quero pedir desculpas por ter sido exigente durante o trabalho. Não foi para Evo, foi para o povo boliviano. Aqui não termina a vida, segue a luta”, disse, encerrando a fala.

O vice-presidente Álvaro García Linera, que estava ao lado de Evo durante o pronunciamento, também apresentou sua renúncia.

Evo já havia convocado novas eleições no começo do dia para tentar arrefecer a tensão no país, após três semanas de enfrentamentos violentos que causaram três mortes e deixaram mais de 300 feridos nas principais cidades do país.

O efeito, no entanto, foi inverso, e a crise se intensificou ao longo do domingo. O comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, fez um pronunciamento na TV à tarde, em que sugeria a Evo renunciar a seu mandato para pacificar as ruas.

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