A candidata de Jair Bolsonaro ao Governo do Maranhão, Maura Jorge (PSL), defendeu o presidenciável do PSL dos ataques que vêm sendo feitos pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nas redes sociais.

“Eu sou mulher e o maior ataque que já sofri, como mulher e como pessoa pública, foi do governador Flávio Dino em minha terra, Lago da Pedra, em uma inauguração, quando eu como prefeita quis falar na solenidade e ele me proibiu com grosserias. Tive que sair do palanque e resolvi, indignada, reagir armando um palanque, às pressas na frente do dele, onde pude me dirigir ao povo da minha cidade, que ficou ao meu lado vaiando o governador. Esse sim, o governador, trata as mulheres com desprezo, com soberba, como se sentisse superior”, declarou.

“Bolsonaro, pelo contrário, me trata com o maior respeito, como trata a todas as mulheres. Basta ver a mulher dele, que fala várias línguas, é intelectual, preparada e defensora número um do marido”, completa.

Maura Jorge criticou, ainda, o ataque promovido pelo governador maranhense ao ex-governador e agora senador eleito do Ceará, Cid Gomes, por este ter culpado o PT pelo desemprego, pela corrupção, pela recessão, pelas mentiras e pelas “besteiras” feitas sem “pedido de desculpas ao povo brasileiro” por tudo de ruim que fizeram.

“É evidente que existe um sentimento muito forte no país de repúdio ao PT, exatamente pelo desastre que foi o governo Dilma, que deixou um país muito pior do que encontrou, tanto que sofreu fragorosa derrota como candidata ao senado por Minas Gerais, onde sempre foi bem votada. O povo convalidou o impeachment. Não foi golpe, como os defensores de Dilma diziam”, opinou.

Ela aponta que o programa do PT, elaborado por Fernando Haddad, informa que tudo seria feito de novo no governo, sem mencionar o combate à corrupção.

“Flávio que pensa vir a ser presidente, sem raízes profundas no PT, foi um dos únicos a atacar Cid, começando uma guerra política pelo que sobrar do PT. Cid tem muita coisa para mostrar como resultado da sua passagem no governo do Ceará, que melhorou muito a educação, com capital humano de qualidade, atraiu capital financeiro e empresários e industrializou o Ceará. Fizeram com Tasso Jereissati o porto do Pecém, do nada e hoje é um dos mais importantes do país. Enquanto o nosso Itaqui, nas mãos do Flávio, não contribuiu para o nosso desenvolvimento”, comparou.

Ela apontou ainda os dados recentes que mostram a maior desigualdade social do país, no governo Flávio Dino, a pior renda per capita entre todos os estados, o aumento da pobreza absoluta, baixos indicadores educacionais e inexpressiva atração de empresas durante este período.

Simpatizantes

Sobre a acusação contra Bolsonaro, motivada pela suspeita de que empresas privadas teriam comprado pacotes na internet para impulsionar a candidatura de Bolsonaro no WhatsApp, Maura respondeu que o candidato não tem controle sobre o que acontece hoje no país, diante da enorme legião de simpatizantes de sua candidatura que tomaram a iniciativa.

“Essas coisas, os sindicatos sempre fizeram. Haddad não perderá a eleição por causa disso e, sim, pelas mazelas que o governo Dilma deixou e pelos graves problemas sociais do país, da tentativa de dividir o país entre bons e ruins e pela pobreza dominante. Isso tudo tem que mudar”, avaliou.

A ex-prefeita anunciou que vai solicitar, ao presidenciável, atenção especial ao Maranhão, estado que detém os piores indicadores de desenvolvimento do Brasil. Maura credita como certa a vitória de Jair Bolsonaro. “Do mesmo jeito que o PT tentou desqualificar o Impeachment chamando de golpe, agora certo da derrota já tenta desqualificar a vitória de Bolsonaro aos olhos internacionais. Não vamos deixar nos iludir quem sempre jogou sujo foi o PT. Deviam democraticamente aceitar a derrota”, concluiu. Do blogue do