Mais Médicos: Jair Bolsonaro foi cirúrgico

por Jorge Aragão

O presidente eleito Jair Bolsonaro foi preciso, eu diria mais, foi cirúrgico e justo ao tratar sobre o Programa Mais Médicos.

Depois da decisão, unilateral, do governo de Cuba de sair do Programa Mais Médicos, após algumas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, entre elas de exigir o Revalida para os médicos cubanos, acabou gerando uma enorme polêmica nesta quarta-feira (14).
Bolsonaro exigia apenas, o que é justo e correto, que os médicos cubanos, assim como qualquer médico, inclusive brasileiros, que formados no exterior se submetessem ao Revalida, que atualmente, equivocadamente, não é exigido para o Programa Mais Médicos.

O presidente eleito, apesar da decisão de Cuba, assegurou a continuação do programa e lembrou que a relação existente fomentava o trabalho escravo, pois os médicos cubanos trabalhavam fora do seu país, longe de seus familiares e só ficavam com 30% dos seus salários, o restante com o governo cubano.

Bolsonaro assegurou asilo para os médicos cubanos que quiserem voltar ao Brasil para permanecer no Programa Mais Médicos, desde que aceitem realizar o Revalida. Esses profissionais passariam a receber o salário integral pelo que efetivamente trabalharam.

O Ministério da Saúde irá abrir Edital para fazer as substituições, preferencialmente por médicos brasileiros e depois por médicos estrangeiros.

Foi inegavelmente cirúrgico e justo.