Foi preso na manhã desta terça-feira, 22.12.2020, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Além de Crivella, foram presos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) o empresário Rafael Alves e o delegado Fernando Moraes. 

Além disso, o ex-senador e ex-ministro Eduardo Lopes, é alvo da operação, mas não foi encontrado em casa. Ele está morando em Belém do Pará. 

A ação é uma continuação da Operação Hdes, que investigava o “QG da Propina” na Prefeitura do Rio. 

De acordo com as investigações, empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município entregariam cheques a Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves — então presidente da Riotur. Em troca, Rafael facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas.  

A investigação teve como ponto de partida a delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso na Operação Câmbio Desligo, um dos desdobramentos da Lava Jato fluminense, realizada em maio de 2018. Veio dele a expressão QG da Propina para se referir ao esquema, que teria como operador Rafael Alves, homem forte da prefeitura apesar de não ter cargo oficial.  

O caso foi bastante relembrado nas eleições municipais de 2020, mas sempre negado por Criveilla. Em especial o curioso caso em que vídeo mostra a ligação de Crivella para o celular de Rafael Alves, durante operação de busca e apreensão, e é atendido pelo delegado. 

O delegado atendeu a chamada e identificou a voz do interlocutor como sendo do prefeito Marcelo Crivella, que disse: “Alô, bom dia Rafael. Está tendo uma busca e apreensão na Riotur? Você está sabendo?”.  

Durante a campanha de 2020, o prefeito Crivella, inclusive dizia que o seu adversário, Eduardo Paes (DEM) seria preso durante o mandato. 

É a primeira vez que um prefeito do Rio é preso preso por motivos não-políticos. Em seu lugar assume o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (DEM).

Crivella é preso suspeito de corrupção a 9 dias do fim do mandato Investigação aponta existência de 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio. Quem assume cadeira é o presidente da Câmara, Jorge Felippe.