Muita gente pode até nem lembrar, mas está prevista para o dia 04 de outubro, o 1º Turno das eleições municipais de 2020. No entanto, como quase tudo foi atingido e prejudicado pela pandemia do novo coronavírus, o pleito eleitoral também pode ser alcançado.

O futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral o ministro Luís Roberto Barroso, durante um evento virtual na última sexta-feira (01), Dia do Trabalho, admitiu que existe um “risco real” da eleição ser adiada.

Barroso, que assume o TSE no fim deste mês, afirmou que o novo coronavírus pode interferir sim no pleito eleitoral de 2020.

“Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, afirmou.

No entanto, nesse momento, o ministro descartou qualquer possibilidade de levar a eleição para outro ano e prorrogar os atuais mandatos de prefeitos e vereadores. Barroso admite o adiamento, mas que ele seja curto e a eleição realizada em 2020, descartando assim uma unificação das eleições em 2022.

“Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder. Os prefeitos e vereadores que estão em exercício neste momento foram eleitos para quatro anos.”