Jornal O Estado do Maranhão

Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2022, fica cada vez mais clara a disputa no grupo Flávio Dino (PCdoB) entre o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), e o senador Weverton Rocha (PDT).

O Instituto Escutec/O Estado traz a primeira de uma série de quatro pesquisas em 2021 sobre o cenário sucessório no governo do Maranhão. Dos três cenários simulados para a sucessão estadual, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) participa de dois e lidera em ambos.

Nesta primeira pesquisa foram ouvidos 1,4 mil eleitores nos dias 20 a 25 de março. O intervalo de confiança é de 90% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No primeiro cenário, reúne 12 possíveis candidatos ao governo estadual. Pelos dados, Roseana Sarney aparece com 23% das intenções contra 14% de Weverton e Edivaldo Holanda Júnior com 13%. O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) conseguiu 9% da opinião dos eleitores e Roberto Rocha, senador da República, 8%. intenções de votos.

Neste primeiro cenário tem ainda Eliziane Gama (Cidadania) com 3%, mesmo percentual do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), e Simplício Araújo com 2%. Márcio Jerry (PCdoB), Lahesio Bonfim (PSL), Josimar de Maranhãozinho (PL) e Felipe Camarão obtiveram 1% cada um deles. Nenhum dos candidatos somou 8% e não sabe ou não respondeu, 13%.

Com quatro nomes na disputa, o cenário dois mostra os seguintes dados: Roseana com 29%, Weverton Rocha com 20%, Carlos Brandão vem com 12% da opinião dos entrevistados e Roberto Rocha com 11%. Nenhum dos nomes apresentados somou 18% e não sabe ou não respondeu, 10%.

Já na terceira simulação da disputa pelo Palácio dos Leões, Weverton Rocha lidera com 25% sendo seguido por Carlos Brandão com 15% e Roberto Rocha 13%. Maior que o percentual dos candidatos é o que respondeu não votar em nenhum dos três nomes apresentados: 30%. Não sabe ou não respondeu somou 17%.

Senado

Para o Senado, dois cenários foram considerados: um com o governador Flávio Dino (PCdoB) e outro sem o gestor.

Com Dino disputando com o senador Roberto Rocha e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, o comunista venceria a disputa com 51% das intenções de votos. O senador Roberto Rocha vem em seguida com 21% e Maranhãozinho, com 8%.

Na simulação sem o nome do governador do Maranhão, o cenário pesquisado ficou assim: senador Roberto Rocha seria reeleito com 32% contra 15% de Othelino Neto e 12% de Josimar de Maranhãozinho. A indecisão chega a mais de 40% sendo 30% afirmando que não votariam em nenhum dos candidatos e 11% não sabe ou não respondeu.

Pesquisa Espontânea

Na pesquisa espontânea para governador, Roseana aparece com 9% sendo seguida por Flávio Dino com 7% e Weverton Rocha com 4%. Carlos Brandão é o quarto com 2%, que é o mesmo percentual de Edivaldo Júnior. Outros candidatos somaram 9% e ‘ninguém’ somou 4%. Não sabe ou não respondeu alcançou 63% da opinião dos ouvidos no levantamento.

Ex-presidente Lula lidera corrida presidencial no estado

A pesquisa Escutec/O Estado trouxe ainda o cenário da disputa pela Presidência da República. Pelo levantamento, os eleitores maranhenses, se a eleição presidencial fosse hoje, 54% votariam no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) receberia 20% dos votos dos eleitores maranhenses segundo a pesquisa Escutec/O Estado. Ele é seguido por Ciro Gomes (PDT) com 7%, Sergio Moro com 3% e João Dória (PSDB) com 2%.

O mesmo percentual do tucano tem o apresentador Luciano Huck e o empresário João Amoêdo (Novo). Eduardo Leite aparece com 1% e o Guilherme Boulos do PSOL, não pontuou. Nenhum dos candidatos somou 5% e não sabe ou não respondeu, 4%.

Rejeição

Sobre em quem o eleitor não votaria de maneira alguma, o cenário ficou assim: presidente Jair Bolsonaro aparece com 48% da rejeição dos eleitores maranhenses. O ex-presidente Lula obteve 22% da opinião dos entrevistados e Luciano Huck, 7%.

João Dória aparece com 5% e Sergio Moro com 3%. Guilherme Boulos, Eduardo Leite, Ciro Gomes e João Amoêdo tiveram 1% de rejeição cada um. Nenhum dos nomes apresentados somou 4%. Outros 7% disseram não saber ou não responderam.