O secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Carlos Lula – também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), confirmou ontem, nas redes sociais, que, pelo menos por ora, o Ministério da Saúde não vai autorizar um protocolo de antecipação da aplicação de segundas doses de vacinas contra a Covid-19 no Brasil.

De acordo com o titular da SES, a prioridade, antes disso, será a conclusão da aplicação de primeiras doses em toda a população adulta.

– Após a distribuição da primeira dose para toda a população adulta (com 18 anos ou +), será analisada a redução do intervalo entre a 1ª e a 2ª dose, baseada, sempre, nas melhores evidências científicas, trazidas nas discussões da Câmara Técnica Assessora de Imunizações –, destacou Lula em sua postagem.

Ele informou, também, que o Ministério da Saúde deverá incluir oficialmente a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos no Plano Nacional de Imunização (PNI) – algo que já vem sendo feito, por exemplo, em São Luís.

No caso da antecipação de doses, apesar de ainda não oficialmente definido pelo Ministério da Saúde, algumas prefeituras do Maranhão têm citado um documento da própria SES para embasar antecipação de segundas doses de AstraZeneca.

Foi o que já ocorreu, por exemplo, em São José de Ribamar e Buriti Bravo, agora no mês de julho. Nos dois casos, as secretarias municipais de Saúde reduziram de três para dois meses o intervalo entre doses.